segunda-feira, 30 de maio de 2016


 Um milagre

Nada pode é e será mais valioso que a vida.
Por entendermos isto é que lutamos com nossos poucos recursos para despertar nos corações das mães de recém nascidos em  situação de risco e de poucos recursos financeiros que uma vida vale mais que tudo.
Não podemos imaginar como Deus tem misericórdia dos desprezados , desamparados e rejeitados.
Mesmo que você não entenda ou discorde da afirmação acima. Ao ler esta estória com certeza terá como afirmar que foi um milagre sobrenatural a vida deste menino.
 
"Um recém-nascido que foi esfaqueado por 14 vezes e enterrado vivo em cova teve uma recuperação  inacreditável e foi fotografado sorrindo e brincando.
O bebê foi ferido com uma faca e depois jogado de barriga para baixo em um buraco de 20 centímetros de profundidade. Ele foi encontrado em fevereiro deste ano, por Kachhit Kronguyt, 53 anos, na província de Khon Kaen, na Tailândia.
O homem disse que levava seis vacas para comer grama em um campo quando ouviu um choro. Achando estranho, arranhou o solo e viu o pé de um bebê, em seguida, chamou as pessoas da sua família para ajudá-lo resgar a criança.
Médicos do hospital Wangyai, para onde o bebê foi levado, disseram que ele parecia ter sofrido abuso físico."
Criança havia levado 14 facadas e sido enterrado vivo
Criança havia levado 14 facadas e sido enterrado vivo


Fonte: Gadoo
 


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pessoas + imperfeição + amor = FAMÍLIA


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com a individualidade do outro, e admirar suas qualidades.

Fábula do Porco-espinho
by sagradafamiliaitajuba

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Seguirei o meu caminho







Morreram também Malom e Quiliom, e Noemi ficou sozinha, sem os dois filhos e o seu marido.
Quando Noemi soube em Moabe que o Senhor viera em auxílio do seu povo, dando-lhe alimento, decidiu voltar com suas duas noras para a sua terra.
Assim ela, com as duas noras, partiu do lugar onde tinha morado. Enquanto voltavam para a terra de Judá,
Noemi disse às duas noras: "Vão! Voltem para a casa de suas mães! Que o Senhor seja leal com vocês, como vocês foram leais com os falecidos e comigo.
O Senhor conceda que cada uma de vocês encontre segurança no lar doutro marido". Então deu-lhes beijos de despedida. Mas elas começaram a chorar bem alto
e lhe disseram: "Não! Voltaremos com você para junto de seu povo! "
Disse, porém, Noemi: "Voltem, minhas filhas! Por que viriam comigo? Poderia eu ainda ter filhos, que viessem a ser seus maridos?
Voltem, minhas filhas! Vão! Estou velha demais para ter outro marido. E mesmo que eu pensasse que ainda há esperança para mim — ainda que eu me casasse esta noite e depois desse à luz filhos,
iriam vocês esperar até que eles crescessem? Ficariam sem se casar à espera deles? De jeito nenhum minhas filhas! Para mim é mais amargo do que para vocês, pois a mão do Senhor voltou-se contra mim! "
Elas então começaram a choram bem alto de novo. Depois Orfa deu um beijo de despedida em sua sogra, mas Rute ficou com ela.
Então Noemi a aconselhou: "Veja, sua concunhada está voltando para o seu povo e para o seu deus. Volte com ela! "
Rute, porém, respondeu: "Não insistas comigo que te deixe e não mais a acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!
Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti! "
Quando Noemi viu que Rute estava de fato decidida a acompanhá-la, não insistiu mais. 
Rute 1:5-18



Seguirei o meu caminho. Esta foi a escolha da Orfa, nora de Noemi.
Quantas vezes percebemos que aqueles que estão ao nosso lado terão  maiores chances na vida distantes de nós, este foi o entendimento de Noemi ao olhar para circunstância que estava vivendo como uma viúva sem posses, sem filhos com idade avançada; não havia para ela futuro nem para quem estivesse ao seu lado. O egoismo não fazia morada na alma de Noemi , a tristeza sim mas a mesquinhes não; logo ela deseja que suas noras que eram jovens e tinham tudo para recomeçar suas vidas retornem para seus familiares e tenham novas oportunidades para amar e serem amadas. A escolha de Orfa foi de retornar à sua parentela e reconstruir sua vida abrindo mão do seu passado. Rute porém escolhe permanecer com sua sogra. Rute era viúva também ela conhecia a dor da perda, a dor da solidão e sabia o que significava a escolha de permanecer ao lado de Noemi.
Noemi nos ensina o desprendimento, a generosidade e responsabilidade. 
Orfa nos lembra que quando pedimos para aqueles que nos amam e que nós amamos escolher o caminho a seguir eles escolherão seguir o que para eles será o melhor mesmo que este melhor seja construir uma nova jornada sem a nossa presença.
Rute nos ensina que existe aqueles que estão dispostos a seguir conosco o percurso da vida até a morte se preciso for. No caso de Rute ela foi mais que uma nora para Noemi foi uma filha, uma amiga e uma restauradora de esperança.
Orfa e Rute escolheram oque era o melhor para suas vidas. Quem fez a melhor opção? A história biblica não relata o que ocorreu com Orfa mas nos diz como foi a vida de Rute após sua escolha, uma vida dura de muito trabalho e humildade mas também uma vida repleta de recompensa. Ela casou-se com Boaz , seu remidor, torna-se mãe e mesmo como uma estrangeira passa a fazer parte da genealogia do Senhor Jesus.
Noemi no fim de sua vida pode usufruir do fruto da sua bondade e liberalidade ao ter de volta sua propriedade e viver através da vida de Rute a alegria de ser avó.   
     

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A mulher na Indiana: uma vida de sacrifícios





Já é quase dia e ainda pode-se ouvir os gritos que vêm de dentro do pequeno barraco. Homens do lado de fora fumam sem parar, a fim de controlar a ansiedade. Lá dentro, a jovem, quase menina, experimenta horas de dores até finalmente ver seu bebê nascer.

A parteira pega a criança e, com olhar de desprezo diz: "Sinto muito, é uma menina". Os homens da família tentam consolar o pai, que fica arrasado. Batendo no peito, ele grita aos deuses perguntando o que foi que ele fez para merecer isso. Minutos depois, em uma cerimônia assustadora, o pai levanta a criança inocente nos braços e, antes de afogá-Ia em um barril de leite, diz: "No ano que vem, você será um menino".

Andando pelas ruas de qualquer cidade da índia, é impossível não notar a falta de mulheres. O número de homens que se vê é muito maior. Indianos de classe alta afirmam que a prática de se matar meninas já não é mais tão comum, mas a realidade mostra outra coisa.

Para tentar acabar com essa chacina, o governo proibiu a realização de ultrassom para saber o sexo do bebê. Porém, o apelo de clínicas clandestinas e a realidade social falam mais alto. Em qualquer cidadezinha mais remota da índia, estas clínicas fazem o exame por apenas 10 dólares e, com uma taxa adicional, já fazem o aborto se o feto for do sexo feminino. Alguns desses lugares fazem a seguinte propaganda: "Pague 500 rúpias agora e economize 50 mil no futuro", fazendo referência ao dote que o pai da noiva precisa dar à família do noivo no casamento.

Quando a família arranja um casamento para a menina, um valor combinado deve ser pago para a família do noivo. Quando isso não acontece devidamente, a noiva corre o risco de ser queimada viva em um ato desumano chamado bride-burning, que pode ser traduzido por "queima da noiva".

Em alguns casos, quando o dinheiro do dote acaba, ou é insuficiente, o noivo e sua mãe passam a considerar a noiva indesejável e os maus-tratos começam até que, em último caso, o noivo mata a esposa para poder se casar com outra mulher.

O termo bride-burning começou a ser usado porque essas mulheres geralmente morrem na cozinha, enquanto preparam a refeição da família. Alguém despeja querosene no ambiente, e outro acende o fósforo. A morte é reportada como "acidente doméstico" com o fogão à lenha.

Dados oficiais do governo da índia apontam 7 mil casos de bride-burning por ano. ONGs afirmam que é o dobro - um artigo chega a falar em 25 mil mortes.
 
Além da prática de assassinato, é comum a tortura dessas mulheres. Algumas são tão agredidas pela família do noivo que se tornam portadoras de deficiências físicas, com ainda mais dificuldade para trabalhar duramente, como é esperado delas.

O sistema de castas torna a vida das mulheres indianas ainda mais difícil. As mulheres dalit, da casta mais baixa, são as que mais sofrem. São consideradas inferiores aos cães, e "intocáveis", por serem impuras. Mesmo assim, têm sido exploradas sexualmente e são as maiores vítimas da AIOS.

Mulheres dalit não têm direito ao estudo nem ao sistema de saúde. Do total, 90% trabalha na agricultura e são chamadas de servas. Elas também são obrigadas, pela religião e tradição, a limpar os restos dos animas das ruas, sem receber nenhum pagamento por isso. Trabalham muito mais que os homens da mesma casta, mas ganham bem menos que eles.


As mulheres cristãs também enfrentam dificuldades. Em algumas famílias cristãs também existe a preferência por meninos ao invés de meninas. Por causa da religião, o aborto não chega a acontecer, mas a mãe sofre a culpa por ter tido uma menina que jamais carregará o nome da família.

Em alguns lugares da índia, como no Estado de Orissa, ser mulher e cristã é motivo dobrado para sofrer descaso, discriminação e violência. Como são consideradas sem valor, estupros e espancamentos são comuns.

O preconceito contra as cristãs também acontece com estrangeiras que moram no país, como foi o caso de Jarid Arraes Singh, cristã brasileira casada com Sandeep Singh, indiano, e que mora na índia há seis meses. Jarid conta o que aconteceu:

"No final de outubro do ano passado eu andava pelo mercado com minha cunhada, e um homem cuspiu em mim. O motivo? Ser cristã. Ele disse:

"Cristã!", e simplesmente cuspiu, como quem não está fazendo nada de mais. Minha cunhada imediatamente o chamou de "cachorro", mas ele saiu rindo enquanto a rua inteira assistia e ria. O que fazer se o governo indiano não se importa, se os próprios policiais ajudam a agredir os cristãos? O que fazer sendo apenas uma garota cristã no meio disso tudo? Submeter-me a rituais com os quais não concordo, nos quais não creio e não vejo nada de bom? Negar minhas convicções, minha fé, meu Deus?

Jamais. Prefiro ser cuspi da, estuprada, espancada, queimada, morta...".

Fonte: Revista Portas Abertas - Vol. 28 - Nº 3

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pre-natal é essencial


                        



                                                             Prof. Dra. Márcia Maria Auxiliadora de Aquino

Você está esperando um bebê. Um passo muito importante agora é procurar o seu médico para iniciar o pré-natal. Mas, afinal o que é e para que serve o pré-natal?
O pré-natal é um acompanhamento da evolução da gestação, em geral realizado pelo obstetra, que visa cuidar da saúde da mulher e de seu bebê até que o parto ocorra. Vai além do cuidar da saúde física, pois é durante o pré-natal que o médico orienta a mulher sobre sua gravidez, os cuidados que ela deve ter neste período, a nutrição, exercícios, trabalho de parto, parto, aleitamento e outros temas. Há a oportunidade de conversar sobre suas dúvidas e seus medos, de ter um apoio. Algumas vezes outros profissionais de saúde, além do obstetra, são requisitados para avaliar e/ou orientar a gestante.
Vamos procurar falar um pouco sobre cada um destes temas.
Em relação ao acompanhamento médico da gestação, a primeira consulta deve ser realizada o mais precocemente possível, não devendo ultrapassar o primeiro trimestre da gravidez. Nesta primeira consulta, o médico faz o exame físico e ginecológico (não há risco em ser examinada, e é importante o exame para verificar se está tudo bem) e alguns exames serão solicitados.
Os exames realizados pela coleta de sangue e considerados obrigatórios são o hemograma (para avaliar anemia), glicemia (para saber se você tem diabetes), tipo de sangue (a gestante com tipo sangüíneo Rh negativo, com parceiro Rh positivo, necessita de acompanhamento e orientação) e exames para avaliação de infecções: VDRL (sífilis), HbSAg (hepatiteB), HIV (Aids), sorologia para toxoplasmose e rubéola. As gestantes também fazem exame de urina e papanicolaou (este, se estiver na época de realização).
O primeiro exame ultrasonográfico é realizado após 07semanas, não devendo ultrapassar a 14ª semana de gestação. Tem se optado por realizar uma ultrasonografia obstétrica morfológica de primeiro trimestre, se for possível, entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, no sentido de ser feito um primeiro rastreamento de malformações congênitas.
Nesta primeira consulta, se prescreve uma vitamina, o ácido fólico, para ajudar na prevenção de malformações congênitas. O ideal é que a mulher comece a tomar esta vitamina desde o momento em que deixa de evitar a gravidez, pois seria bom que no momento da concepção esta prevenção já estivesse em prática.
As consultas de pré-natal serão mensais até o oitavo mês. A partir daí passarão a ser quinzenais e no último mês, até o parto, serão semanais. Em nenhuma circunstância a gestante poderá ser dispensada de consultas de pré-natal antes do parto ocorrer. Isto que dizer: as consultas no último mês de gestação devem ser semanais, pois algumas complicações podem ocorrer neste período, e, também, é quando as dúvidas sobre os sinais do trabalho de parto mais aparecem. Em todas as consultas a mulher deverá ser pesada, sua pressão arterial deverá ser medida, e a partir do 4º mês ter medida a altura de seu útero (que indiretamente avalia o crescimento do feto), além de ser ouvido os batimentos cardíacos do feto.
Em geral se realiza um exame ultra-sonográfico em cada trimestre da gestação. Porém, lembre-se, nada substitui a consulta de pré-natal e o exame obstétrico bem feito. A ultrasonografia é um exame complementar.



ATIVIDADES FÍSICAS
Converse com o seu médico sobre as atividades físicas durante a gravidez: As consideradas de baixo risco são as indicadas, pois ajudam na diminuição do stress mecânico sobre as articulações e têm um efeito diurético (aumentam a produção de urina), além de outras vantagens. São elas: hidroginástica, caminhada, dança, natação (como atividade física, não como exercício físico, que implica em ritmo, freqüência e duração e nem como esporte, que implica em performance e competição), ciclismo, yoga. Podem ser realizadas na gestação, se não houver alguma contra-indicação clínica, por, no máximo, trinta minutos diários, de 3 a 5 vezes por semana.
As consideradas de médio risco devem ser realizadas com cuidado e vigilância, somente por aquelas gestantes que já realizavam tais atividades de forma habitual, e que têm preparo físico. Exemplo: ginástica, aeróbica, tênis, musculação, patinação. Mesmo nestas gestantes estas atividades não devem ser realizadas no último mês de gestação.
Está contra-indicada na gestação a prática de vôlei, hipismo, mergulho.


ALIMENTAÇÃO E GANHO DE PESO DURANTE A GESTAÇÃO
A gestante não deve engordar mais do que doze quilos durante a gestação. O ganho muito rápido ou excessivo de peso é prejudicial a gestante e seu bebê pois, entre outras complicações, pode ser fator desencadeante da pressão alta específica da gravidez e/ou da diabetes gestacional, com conseqüências ruins a ambos.
Portanto, a mulher não deve comer por dois, mas, deve ter uma alimentação saudável já que, ganhar pouco peso (menos de 7Kg) também pode ser prejudicial. A grávida deve ter uma dieta fracionada (comer pequenas quantidades, várias vezes ao dia), evitando o jejum prolongado (maior do que 6 horas), prejudicial ao feto e que também pode acarretar mal-estar na mãe devido à hipoglicemia (pouco açúcar no sangue). Também deve evitar encher o estômago de uma vez, o que pode acarretar mal-estar e azia, devido à digestão mais lenta da gestante e refluxo do estômago para o esôfago.
Engordar demais não é bom, mas, querer manter o peso ou ganhar muito pouco, deixa a mulher susceptível a complicações e conseqüentemente o bebê poderá ser afetado.
A dieta deve ser balanceada, incluindo vitaminas e sais minerais (frutas e verduras), proteínas (leite, carnes e cereais), fibras (verduras, aveia, milho, trigo, frutas), gorduras e carboidratos (pães, massas, doces etc), estes dois últimos são alimentos energéticos, os quais devem ser consumidos com moderação.
A partir do segundo trimestre da gestação, aumentam as necessidades de ferro, proteínas e cálcio, pois o bebê inicia a fase de crescimento rápido. Coma fígado e outras carnes, feijão, vegetais verde-escuros e frutas, como laranja e limão, que ajudam a prevenir a anemia por falta de ferro. O médico também costuma iniciar uma suplementação de ferro, através de comprimidos nesta fase. Não se esqueça do leite e seus derivados (queijo, iogurte etc.) que são importantes para a formação dos ossos e dentes do bebê.
Esta é uma orientação básica sobre a dieta durante e gravidez. Siga as orientações do profissional que está acompanhando seu pré-natal, pois existem situações em que há necessidade de restringir algum tipo de alimento ou de recomendar a ingestão maior de outro, na decorrência do peso inicial da grávida, presença de alguma doença (como hipertensão, diabetes etc.) e outros fatores, que necessitarão de orientação específica.


Referências:
1.     Mariani Neto, C & Tadini V. Obstetrícia e Ginecologia. 1a. ed. São Paulo. Editora Roca, 2002.
2.     MINISTÉRIO DA SAÚDE. Assistência pré-natal. Manual Técnico. 3a. ed. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde, 2000. 66p.
3.     Tedesco, JJA. A Grávida: Suas indagações e as dúvidas do obstetra. 1a. ed. São Paulo. Editora Atheneu, 1999.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Gravidez e cigarro






Gravidez e cigarro: o impacto na saúde de mãe e filho



Dia 29 de agosto é o Dia Nacional de Combate a Fumo. Que cigarro e gravidez não combinam, você já sabe. Não custa lembrar, no entanto, que os problemas podem se estender para o resto da vida do seu filho. "Um único cigarro fumado por uma grávida é capaz de acelerar os batimentos cardíacos do feto", afirma Jaqueline Sholz Issa, cardiologista. Os danos, segundo ela, são grandes e numerosos. "Este único cigarro tem 4.500 substâncias nocivas que chegam até o bebê. A placenta não impede a passagem de moléculas pequenas como a nicotina", explica a médica, coordenadora do Ambulatório de Tratamento de Tabagismo do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (Incor) e autora do livro "Deixar de fumar ficou mais fácil" (MG Editores). 

Quando a mãe acende um cigarro e dá uma tragada, componentes tóxicos, como o monóxido de carbono, chegam até os pulmões e são liberados para a corrente sanguínea. O coração bombeia o sangue intoxicado para todo o corpo da mãe, inclusive para o feto. A placenta, por sua vez, não consegue barrar a passagem de todas essas substâncias, como a nicotina - que, aliás, é considerada "vilã" porque trabalha contra o bebê. Ao causar estreitamento dos vasos, ela impede que os nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto cheguem satisfatoriamente. O resultado é uma série de problemas para mãe e filho. 

A gestante tem 70% mais chances de ter um aborto espontâneo e 40% de dar à luz antes da hora. Baixo peso e altura, risco de má formação do feto, complicações cardíacas e risco da síndrome da morte súbita infantil também são esperados. Há ainda a possibilidade de a criança nascer com tendência à dependência química do cigarro. Alguns estudos comprovam que o fumo pode causar danos à inteligência e ao rendimento intelectual da criança e que estaria associado a distúrbios do comportamento e a ocorrência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. 

Além desses problemas no curto prazo, ronda ainda o fantasma de doenças futuras. Uma pesquisa recente da American Heart Association (Associação Cardíaca Americana) mostrou que gestantes que fumam aumentam os riscos de seus filhos terem derrame e ataque cardíaco quando adultos, já que os descendentes tendem a ter paredes das artérias carótidas na nuca mais grossas (a espessura das paredes internas das artérias da nuca é usada para determinar o nível da aterosclerose). 
Combate ao fumo
Para Jaqueline, que trabalha há mais de 15 anos no combate ao cigarro, o tabagismo é uma doença. No final dos anos 1980, os cientistas descobriram que o cérebro tem receptores de nicotina e que ela, a nicotina, tem poder de adição maior do que drogas como cocaína e heroína. "A partir daí, tudo mudou, inclusive o jeito de encarar o fumante, que deve contar com ajuda especializada e apoio. O uso de medicamentos no tratamento diminui os sintomas da privação e também o sofrimento no processo conhecido como desligamento", diz. 

O uso de medicamentos para parar de fumar, contudo, não são recomendados para grávidas. Eles têm substâncias nocivas e só devem ser prescritos se o médico considerar o ganho maior do que o risco. O ginecologista e obstetra Luís Fernando Aguiar, do Hospital Albert Einstein, lembra que, felizmente, a maior parte das mulheres acaba parando de fumar na gestação. "Além de pensarem na saúde do bebê, muitas grávidas têm enjoo e aversão ao cheiro de cigarro. A natureza é sábia e provoca esses sintomas de proteção", diz. Quando é necessário lançar mão de algum recurso químico, o médico opta pela fluoxetina, um antidepressivo seguro na gravidez. "Mas eu sempre recomendo suspender o cigarro em 100%. Não adianta reduzir, os efeitos são péssimos", afirma.
Como parar durante a gravidez?
"Desde quando decidi que iria engravidar, parei de vez... Antes nunca havia conseguido", recorda Luanda Rodrigues. Para ela, que já fumava há 15 anos, a preocupação com a saúde do bebê foi motivação o bastante. Se você está tentando deixar o cigarro, inspire-se nela e veja, também, as nossas dicas a seguir. 
- Nenhum tipo de tratamento contra o fumo é indicado durante os nove meses da gestação, nem a goma de mascar. Eles têm substâncias nocivas e só devem ser prescritos se o médico considerar o ganho maior do que o risco. Se a mulher fuma mais de dois maços por dia, ela poderia usar o adesivo.
- A maioria das mulheres acaba parando de fumar na gestação. Além de pensarem na saúde do bebê, muitas grávidas têm enjoo e aversão ao cheiro do cigarro. A natureza é sábia e provoca esses sintomas de proteção.
- Quando é necessário lançar mão de algum recurso químico - uma das opções, sempre -, o médico opta pela fluoxetina, um antidepressivo seguro na gravidez.
Um estudo canadense mostra que as crianças também podem se tornar viciados em nicotina apenas por conviver com pessoas que fumam. Liderada por Jennifer O'Loughlin, pesquisadora da Universidade de Montreal, Canadá, a pesquisa revela que sintomas claros de dependência de nicotina, como depressão, insônia, irritabilidade, ansiedade, aumento de apetite e problemas na concentração, foram observados em cerca de 5% das 1.800 crianças entrevistadas, todas entre 10 e 12 anos, e que nunca haviam fumado. “Esses dados servem para mostrar que políticas públicas relacionadas ao fumo precisam ser rígidas”, comenta O’Loughlin.

Fonte: revista Crescer- Agosto/12  Autor: Chantal Brissac


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pascuala, uma cristã perseguida de Chiapas







Pascuala estava com 14 anos quando, em uma noite comum, ficou cuidando de seus irmãos, um sobrinho e uma sobrinha. Pascuala estava dormindo quando os caciques foram queimar sua casa. Ela acordou a tempo de alertar sua família. Alguns membros da família não estavam em casa, mas as quatro crianças foram assassinadas, baleadas ou queimadas enquanto tentavam fugir. Pascuala foi baleada e abusada fisicamente. Ela só sobreviveu porque fingiu estar morta. Fraca e sangrando, ela caminhou por muitas horas até chegar a um hospital.
Ela ficou com 27 projéteis em seu corpo e pescoço na época, tudo porque não negou sua fé em Jesus. Apesar de ter sido baleada, abusada e quase morta sendo apenas uma adolescente, tendo sua casa incendiada e sua família assassinada, ela não está se lamentando, ou tendo pena de si mesma. Ao invés disso, ela passa seus dias confortando outros, visitando outras mulheres que ficaram viúvas ou desabrigadas. Um de seus ministérios é ensinar trabalhos manuais para essas mulheres, para que possam se sustentar e ter uma renda. Nesses 35 anos depois do ataque, ela construiu seu ministério, e agora centenas de mulheres procuram por ela para buscar consolo, conselhos e ajuda. Leia parte de seu testemunho:
Quando eu me lembro daqueles dias, no início, me sinto triste. De repente, meus sentimentos podem se perder em um buraco escuro. Desde a época em que fui perseguida, minha vida inteira mudou, em todos os aspectos. Perdi minha família e minha casa. Fisicamente, a dor de minhas feridas era muito difícil de suportar. Não conseguia mover meu corpo como antes.

Além de ter que começar uma nova vida, eu estava com medo. Eu não falava espanhol. Eu tinha uma irmã viúva, e pude tomar conta de sua filha para que ela pudesse arranjar um emprego. Os dias eram muito longos, pois eu ficava escondida por medo. Durante aquela época, eu pensei que Deus não iria me ajudar. Em minha solidão, não pensei que teria um futuro. Eu não sabia o que fazer. Foi assim durante cinco anos.

Naquela época, uma cristã chamada Elena me encorajou a aprender espanhol. Ela se ofereceu para me ensinar, se eu quisesse. Eu disse que sim, e que iria até a casa dela. Minha vida começou a mudar. 

Eu conhecia um missionário chamado Canute que foi muito importante para mim. Ele me amava muito, e percebi que Deus estava curando minha alma através desse carinho. Um dia, ele me disse que eu deveria ir para os Estados Unidos; eu respondi que pensava que não poderia ir, por causa da documentação. O irmão Canute disse que eu precisava confiar em Deus. Meu pastor, Miguel Caslon, me ajudou com os documentos, mas eu continuava questionando se Deus realmente queria que eu fosse para aquele país.

Algumas igrejas nos Estados Unidos me convidaram para contar meu testemunho. Quando fui, deixei que as pessoas tocassem os ferimentos de bala em meu corpo. Alguns irmãos começaram a chorar. Aquilo tocou o meu coração. Eu percebi que eles realmente sentiam a minha dor. Algo novo começou a acontecer. A alegria e a paz do Senhor foram derramadas sobre mim. Fazia muito tempo que eu não sorria. Meu Deus estava comigo! Eu não estava sozinha! Minha fé começou a crescer. Eu voltei para o México com nova esperança e novas expectativas. 

Eu continuei aprendendo a ler. Agora, consigo ler minha Bíblia e saber mais sobre meu amado Jesus.

De acordo com os costumes do meu povo, estava chegando o momento de me casar. Eu sou indígena, e garotas indígenas não podem conversar com garotos. Se um rapaz quer ser namorado de uma garota, ele deve ir até seus pais e pedir a mão dela. No meu caso, ele precisaria pedir para meu pastor.

Em um domingo, percebi que havia um novo rapaz na igreja. O pastor me disse que Manuel era filho de uma irmã que estava orando para que ele se reconciliasse. Logo depois disso, Manuel disse para o pastor que gostaria de se casar, e o pastor foi falar comigo. Eu não sabia nada sobre Manuel, então eu disse que não.

Logo depois, conheci Pedro, um jovem cristão indígena, que parecia bom para mim. Eu conversei com meu amigo missionário sobre ele. Então ele disse: ‘Vamos ver se ele é bom para você’. Alguns dias depois, vi Pedro com outra garota, e eles estavam muito próximos. Eu fiquei muito chateada. Então, o irmão Canute foi conversar com Pedro, e ele não falou nada. Meu estômago doía e estava muito triste. Então decidi orar. Eu clamei a Deus, dizendo que eu precisava de um marido. Três anos depois, me casei com Manuel. Nosso Deus sempre tem um plano pra nós.

Desde então, meu desejo é ajudar as pessoas que são perseguidas por causa de Jesus. Eu comecei a compartilhar com outros, de que há esperança em Jesus, porque eu mesma entendi isso quando estava sozinha. Entrei em contato com a Portas Abertas; eles me encorajaram a continuar com esse amor. Eu tinha o desejo de ajudar as mulheres indígenas através de evangelismo e artesanato. Com a ajuda da Portas Abertas, pude conseguir tecidos para a costura e artesanato.

O desejo do meu coração é dedicar meu tempo a Deus. Minha convicção é ajudar e amar a Igreja Perseguida, porque eu sinto a dor deles. Eu vou para lugares aonde ninguém mais vai, porque eles precisam de Jesus. Se Deus me permitiu passar pela perseguição, foi por uma razão: para proclamar o Seu nome.
FontePortas Abertas
TraduçãoMissão Portas Abertas




Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá.)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Abuso Sexual





Impossível não repercutir a notícia. Xuxa revelou no Fantástico, no domingo 20 de maio, que sofreu abuso sexual até os 13 anos de idade, por várias pessoas, em diferentes situações.
Foi? Não foi? Golpe de marketing? Por  que  só   agor a ?  Essas  e tantas outras perguntas pipocaram em seguida, lógico por ser ela uma celebridade midiática, que reflete o anseio de uma grande parcela de brasileiras em termos de beleza, prestígio, dinheiro e poder.
Xuxa é um espelho para gerações. Quando estava grávida, exibiu sua barriga, exposta em rede nacional, e logo se via pelas ruas mulheres exibindo sua gravidez, raramente com barrigas tão bonitas quanto a dela. Sua “produção independente” e dedicação à filha foram também copiadas por   celebridades   e   anônimas que discursavam sobre a supremacia dos filhos em detrimento do relacionamento conjugal e até fora dele. Enfim, nuances de compor    tamento  que  refletem esta geração, mas também que  direcionam, muitas vezes, o comportamento de parcela da sociedade. Então essa mulher célebre vem a público falar sobre seu trauma. Pondera que talvez seja por causa do abuso sofrido que não consegue viver relacionamentos duradouros.
A pergunta que logo surge é: como foi este abuso? Como uma mulher, especialmente uma criança, pode diagnosticar um abuso? Uma criança brinca com alguém de confiança e de repente sente-se desconfortável pelo tipo pelo tipo toque. É abuso? Não é? Foi sem querer? Não foi? Muitas vezes não há dúvida: foi abuso mesmo. E aí as perguntas passam a ser: Tive culpa? Não tive? Foi algo que fiz? É por causa do meu jeito? Por que me sinto tão envergonhada? Perguntas como as que Xuxa se fez e que se fazem todas as mulheres que vivem situações semelhantes.
Para a mulher adulta, também é complicado diagnosticar o abuso. Você vai fazer um exame clínico e a roupa que te oferecem, ou não, não corresponde com a necessidade daquele exame, ou ainda você acha que dura mais do que deveria. Um médico vai examinar uma mulher ou fazer um procedimento clínico e demora ou a deixa em posição desconfortável, ou sem roupas, sem que ela veja nisso uma necessidade. É abuso? Não é? Foi necessário? Não foi? Foi alguma coisa que ela fez? Ou disse? E quando há o abuso mesmo, invasivo, como no caso das mulheres atendidas pelo ex-médico Roger Abdelmassih, um dos mais renomados especialistas em reprodução assistida do Brasil, que dopava e abusava das mulheres? Vergonha, incredulidade, pesadelo são alguns dos sentimentos expressados pelas mulheres.
O abuso sexual de crianças e das mulheres de maneira geral é um flagelo social no Brasil e no mundo. Acontece na intimidade das famílias, nos transportes públicos, em ambientes de trabalho e até em igrejas. Fatores culturais, especialmente, são responsáveis pela visão da criança, filha mulher, como propriedade, ou ainda das meninas da família, ou das mulheres de modo geral como objetos que podem ser usados e abusados sem nenhum tipo de respeito.
Como a igreja, e especialmente mulheres em ministério, pastoras, podem ajudar essas mulheres que sofreram abuso? Primeiro, motivar essa s  mulheres  por  meio  de mensagens ,   e s t u d o s   e   um ambiente de aceitação a buscarem ajuda. Segundo, criar ferramentas para aconselhamento pastoral, oração, cura, libertação e terapia, no objetivo de propiciar uma ajuda interdisciplinar. Mulheres na igreja têm que ter um diferencial no cuidado e encontrar em Jesus, e sob a sua bênção, toda a cura necessária para a sua alma. Em um ambiente cristão muitas vezes tão severo com tudo que diz respeito à feminilidade, é preciso “feminilizar” nossa pastoral e trazer a misericórdia, o amparo e a compreensão com que Deus sempre tratou as mulheres em sua Palavra.


 Fonte : O Jornal Batista , autor:Zenilda Reggiani Cintra Pastora e jornalista,Taguatinga, DF


E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

João 20:13-14 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A grandeza de servir



Servir tem sido um verbo difícil de ser conjugado. Todos apreciam ser servidos. 

Vê-se como as crianças apreciam que todos estejam a seu serviço. Gostam de pedir as coisas e que essas lhes sejam dadas de forma rápida.
 

O Mestre Jesus, contudo, lecionou diferente. Quem quiser ser o maior, seja este o servo de todos.
 

Na última ceia que fez com os discípulos, lavou os pés de todos, ante a surpresa deles.
 

Aquela era uma noite de despedidas e Jesus lhes deixou as mais belas lições de serviço ao próximo. Como se já não bastasse ter exemplificado durante seus quase três anos de vida pública.
 

No lago de Genesaré, nas estradas da Galiléia, em casa de Pedro, na Sinagoga, no Templo, ele serviu a Seus irmãos.
 

Se observarmos bem, perceberemos que toda a natureza serve ao homem. Serve a chuva, serve o vento, serve a nuvem.
 

A semente enclausurada na terra, rebenta, brota e se transforma em árvore frondosa, servindo ao homem, dando-lhe sombra, abrigo, flores e frutos.
 

Os animais se esmeram por servir. Dão ao homem alimento, produzindo leite, ovos, carne. Envolvem-no nas noites de inverno, com suas peles e lãs.
 

Conduzem-no por ruas, praças e avenidas com segurança, quando o homem se apresenta desprovido de visão.
 

Aprendamos com a natureza. Aprendamos com Jesus.
 

Onde houver uma árvore para plantar, sejamos voluntários. Onde houver um erro a ser corrigido, coloquemo-nos à disposição para corrigir.
 

Onde houver uma tarefa que ninguém deseje, aceitemos e a desempenhemos com alegria.
 

Se houver uma pedra no caminho, não esperemos por outros. Retiremo-la nós mesmos.
 

Mas também nos disponhamos a retirar as pedras das dificuldades e o ódio dos corações.
 

Tenhamos em mente que não devemos fazer somente as coisas fáceis. É maravilhoso poder executar o que os outros se recusam a fazer.
 

Existem pequenas tarefas que são bons serviços:
 

enfeitar uma mesa para a refeição;
 

arrumar livros sobre a estante;
 

colher flores e dispô-las no vaso;
 

pentear uma criança;
 

acomodar um idoso em seu leito.
 

O mundo é verdadeiramente belo porque há muito por fazer. Imaginemos como ele seria triste se tudo estivesse feito.
 

Se não houvesse uma roseira para plantar;
 

uma iniciativa para tomar;
 

uma cerca para pintar;
 

uma casa para embelezar;
 

uma criança para educar;
 

um idoso para acarinhar;
 

um amor para amar.
 

* * *
 

Servir é um verbo que se conjuga na comunidade. O primeiro tempo se inicia no ninho doméstico, entre as quatro paredes do lar. É o tempo presente.
 

Desde cedo, a criança aprende a servir, executando pequenas tarefas, sentindo-se responsável e útil.
 

O aprendizado prossegue com os vizinhos, os colegas, os amigos. É a conjugação do futuro.
 

Um animal a alimentar, um jardim para regar, uma árvore para podar.
 

Servindo sempre, estaremos dando o exemplo àqueles que nos são próximos.


Fonte: O prazer de servir, de Gabriela Mistral.


 





" Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;"  2 Coríntios 9:10

domingo, 27 de maio de 2012

Curada e Perseguida






Rekha Khatoon, uma jovem de 22 anos, foi expulsa de casa por testemunhar ter sido curada por Jesus, em um vilarejo predominantemente muçulmano no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Seus pais ajudaram os extremistas a surrá-la, até quase perder a consciência
O ataque a Rekha Khatoon, ocorreu em Nutangram, Murshidabad, onde muçulmanos extremistas ameaçaram matar 25 famílias que inicialmente demonstraram interesse por Cristo, das quais somente cinco, assustadas, permaneceram.
“Eu disse com ousadia àqueles que me surraram que posso deixar meus pais, mas não deixarei Jesus, disse Rekha. Jesus me curou e não posso esquecê-lo”.
Rekha estava voltando de um culto da Igreja dos Crentes, no Salão de Al Hamdulilah, quando seus pais e os extremistas a atacaram, disse ela. Eles a chamaram de pagã, entre outras ofensas. A multidão também insultou a cristã que encorajou Rekha a confiar em Jesus como Senhor, Aimazan Bibi, disse Bashir Pal, pastor e fundador da Igreja dos Crentes.
"Na mesma noite, o pai de Rekha, Nistar Shaike, e cerca de 20 radicais muçulmanos cercaram a casa de Aimazan, gritaram slogans anticristãos, ameaçaram fazer mal a ela e a sua família e a acusaram falsamente de ‘persuadir’ Rekha a se converter ao cristianismo", contou o Pastor Bashir à Compass Direct News.
Após se ver só em uma estrada, depois da surra, Rekha se refugiou no lar de Aimazan Bibi. Rekha conheceu Amaizan Bibi no ano passado e lhe contou sobre sua doença no aparelho reprodutor que a fazia sangrar muito e a mulher idosa compartilhou com ela do Evangelho de Cristo e de Seu poder curador, disse o Pastor Bashir.
“Após Rekha saber de sua doença, ela conheceu um dos membros de nossa igreja, Aimazan Bibi, e compartilhou de seu problema físico com ela, contando-lhe que sua doença estava ficando pior, por ela não poder comprar mais remédios”, disse ele.
Aimazan também convidou Rekha para frequentar a igreja. Em 23 de outubro, Rekha veio ao local de culto, onde mulheres cristãs lhe impuseram as mãos, disse ele. O pastor e a congregação pediram a Deus, em o nome de Jesus pela cura de Rekha.
“Ela recebeu a cura de Cristo e, desde então, passou a frequentar os cultos sempre que podia”, disse o Pastor Bashir. “Em 17 de janeiro, Rekha compareceu a uma reunião da igreja doméstica em seu vilarejo e, mais uma vez, testemunhou que Jesus a curara, e que ela não havia tomado nenhum remédio desde 23 de dezembro”.
Ele disse que os extremistas muçulmanos alertaram Rekha para não ter contato com os cristãos. Ao saber que ela estava frequentando cultos cristãos, seus pais a avisaram para não se relacionar com cristãos e não participar de suas reuniões, disse Aimazan Bibi.
“Entretanto, ela lhes disse que não podia esquecer Jesus, nem Seu amor por ela”, disse.
A esposa do Pastor Bashir, Anasea Pal, enfermeira, acrescentou que, em outra reunião da igreja doméstica, Rekha trouxe sua irmã e testemunhou sobre a cura que recebera. Rekha, desde então, se mudou para outro local, onde vive confinada a maior parte do tempo, para sua proteção.
Rekha e sua mãe já tinham frequentado cultos na igreja anteriormente. Isto foi em 2009 até que muçulmanos da região, furiosos em ouvir que várias mulheres estavam frequentando os cultos, avisaram-nas para cessar todos os contatos com cristãos ou sofreriam as consequências. A mesquita da região, então, ofereceu à mãe de Rekha um emprego de levar comida para o líder islâmico local para assegurar-se de que ela não teria mais contatos com cristãos. Ela também impediu que Rekha frequentasse as reuniões cristãs.
As tensões predominam na região, com radicais muçulmanos furiosos ameaçando causar danos às cinco famílias cristãs sob qualquer pretexto. Além de assediar Aimazan Bibi, os extremistas arruinaram o negócio de seu filho, Sirajul Shaike, jogando fora todos os seus vegetais e perseguindo-o fora do mercado do vilarejo.
“Está muito difícil para eles agora, uma vez que vender vegetais é a principal fonte de renda da família”, disse o Pastor Bashir.
Os cristãos de Nutangram têm suportado todo o tipo de tortura física e boicote social nas mãos dos extremistas, disse o Pastor, acrescentando que eles não permitem mais, a entrada de cristãos no vilarejo.

Fonte : Missão Portas Abertas




E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.2 Timóteo 3:12

sábado, 12 de maio de 2012

Feliz dia das mães !






Carta de uma Mãe ao seu filho...

meu filho querido, quero que me ouça o que eu tenho a lhe dizer, pois exitem coisas que você precisa saber e tenho medo de não haver tempo para lhes dizer mais tarde.
Quero que você saiba que sempre esforcei-me muito para lhe possibilitar o melhor, e se caso eu tenha falhado em algum sentido, peço-te hoje nessa carta que me perdoes.
Não é muito fácil ser mãe, sempre quis o melhor para você meu filho, que não sofresse, que não chorasse, não sentise medo, não sentise frio nem fome, e nesta tentativa incessante de poupá-lo de tudo no mundo, acabei por torná-lo um tanto frágil e hoje sofro muito quando os outros estranhos te machucam e te magoam.
Mas existe outras coisas que quero que saibas,
Que você é muito especial para mim e que te amo muito meu filho e que todos os dias rezo para que tenhas sempre saúde e forças para encontrar a tua felicidade seja ela qual for e onde quer que seja.
Eu te peço que nunca permita que as outras pessoas te diminuam, lembre-se sempre de nossa coragem, nossa luta, nossa união, do nosso amor e siga sempre o que disser o teu coração e só assim estará
sempre no caminho do bem.
Meu filho amado sejas sempre do bem e lembres-se que Jesus Cristo podia tudo, contra tudo e contra todos e mesmo assim não importou-se em parecer humilde e submisso diante da pequenez dos humanos que o crucificaram, pois só alguém verdadeiramente soberano consegue perdoar a prepotência e o egoísmo dos outros e assim ele perdoou e fez para que todos compreendessem a sua generosidade a sua misericórdia e a grandiosidade de seu amor por todos nós.
Meu filho tão amado nunca se esqueça que mamãe te ama muito
Que Deus te ilumine e te proteja onde quer que você vá...
***
Poeta:Aaron kamo

domingo, 6 de maio de 2012

Aborto



O que a Bíblia ensina acerca do aborto?

No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]". Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.
Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.
E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano. Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).
Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?"
Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste".
O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".
O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".
Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.
Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".[1]
À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.
E se você já fez um aborto?
Você já fez um aborto? Onde quer que se encontre, queremos que você saiba que o perdão genuíno e a paz interior são possíveis, e que uma verdadeira libertação do passado pode ser experimentada.
Deus é um Deus perdoador:
"Porém tu [és]... Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Neemias 9.17b).
"Pois tu, SENHOR, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86.5).
Aliás, Deus não apenas perdoa, Ele, de fato, "esquece":
"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43.25).
Você poderá encontrar perdão agora mesmo simplesmente colocando sua confiança em Jesus Cristo. Você pode confiar nEle, virando as costas para os caminhos que você tem seguido, reconhecendo e confessando seus pecados a Ele, e voltando-se para Cristo com a confiança de que através do Seu poder, Ele haverá de lhe conceder perdão e uma nova vida. Se você deseja ter seus pecados perdoados, se deseja estar livre da culpa, se quer ter nova vida em Cristo, se quer conhecer a Deus, e se você sabe que é amada por Ele, sugerimos a seguinte oração:
Querido Deus, eu confesso o meu pecado. Meu aborto foi coisa errada e eu agora venho à Tua presença em busca de perdão e de purificação. Peço que não apenas me perdoes esse pecado, mas que me perdoes todos os pecados de minha vida. Eu aceito que Jesus Cristo é Deus, que Ele morreu na cruz para pagar a penalidade pelos meus pecados, que ressuscitou ao terceiro dia, e que está vivo hoje. Eu O recebo agora como meu Senhor e Salvador. Eu agora aceito o perdão que Tu providenciaste gratuitamente na cruz e que me prometeste na Bíblia. Torna o teu perdão real para mim. Eu peço isso em nome de Jesus. Amém.